quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dia Internacional do Jazz

No dia 30 de abril de 2018, uma nova edição do International Jazz Day aconteceu. Desta vez, a cidade escolhida para acolher o evento foi São Petersburgo, na Rússia.

Pelo sétimo ano consecutivo, o lendário pianista Herbie Hancock (foto) foi o mestre de cerimônia, que contou com a participação de músicos de diversas nacionalidades.

Entre eles estão Cyrille Aimée (França), Till Brönner (Alemanha), Oleg Butman (Rússia), Terri Lyne Carrington (EUA), Joey DeFrancesco (EUA), Fatoumata Diawara (Mali), Kurt Elling (EUA), Antonio Faraò (Itália), Hassan Hakmoun (Marrocos), Horacio Hernandez (Cuba), Branford Marsalis (EUA), Makoto Ozone (Japão), Danilo Pérez (Panama), Dianne Reeves (EUA) e Luciana Souza (Brasil).


( Foto tirada durante a apresentação na Rússia. Da esquerda para a direita : Igor Butman, Herbie Hancock, David Goloschekin, Robert Glasper, Kurt Elling, John Beasley, Dianne Reeves, Terri Lyne Carrington, Till Bronner, Luciana Souza )

Além da noite de gala em São Petersburgo, o Dia Internacional do Jazz foi celebrado em mais de 190 países. Músicos, promotores de eventos, professores, estudantes e fãs do jazz foram mobilizados em todo o mundo com eventos de diferentes tamanhos e atrações.

As atividades foram realizadas em escolas, museus, centros comunitários, universidades, cafés e clubes de jazz. Veja abaixo a íntegra do concerto gravado no Teatro Mariinsky, em São Peterburgo.

sábado, 21 de abril de 2018

One Night With Blue Note

Em 1985, a legendária gravadora de jazz Blue Note voltou à ativa. Para comemorar a ocasião foi realizado um concerto no Town Hall, em Nova York, no dia 22 de fevereiro.

Para uma ocasião deste porte, nada mais justo que um time de bambas do jazz ser escalado para fazer desta noite, um evento inesquecível e histórico.

Os "escolhidos" foram o baixista Ron Carter, os pianistas Herbie Hancock, Cecil Taylor, Michel Petrucciani e McCoy Tyner, os bateristas Art Blakey, Jack DeJohnette e Tony Williams, o trompetista Freddie Hubbard, os saxofonistas Lou Donaldson, Charles Lloyd, Johnny Griffin, Jackie McLean, Stanley Turrentine e Joe Henderson, os guitarristas Stanley Jordan e Kenny Burrell, o vibrafonista Bobby Hutcherson e o organista Jimmy Smith.


No repertório, o espectador vai ouvir clássicos do jazz como “Cantaloup Island”, “Moanin’”, “Blues Walk”, "Recorda-Me e “Summertime”.

O show na íntegra também foi lançado em 4 LPs (foto ao lado), que são facilmente encontrados em sebos. Mas a versão em CD não está mais no catálogo da gravadora Blue Note e se tornou "objeto de desejo" dos fãs de jazz.

Abaixo você pode ver o DVD completo na internet, mas vale muito a pena procurar o DVD original nas lojas e comprá-lo. Bom divertimento.


quarta-feira, 28 de março de 2018

Bobby Short - You’re the Top

Por 14 anos o Guia de Jazz esteve no ar com a missão de aproximar os internautas ao jazz. Um dos tópicos mais visitados era o de dicas de CDs, no qual dezenas de discos eram indicados e resenhados por mim.

Infelizmente, com o fim do site em setembro de 2015, todo esse acervo foi "perdido".

Mas não totalmente perdido. Além do livro Jazz ao Seu Alcance - que traz todo o conteúdo do guia (dicas de CDs, DVDs, livros, entrevistas e muito mais) - você encontrará quinzenalmente neste blog algumas dicas de CDs publicadas anteriormente no site Guia de Jazz.

Sempre que possível, ao final de cada resenha você encontrará vídeos do Youtube com algumas faixas do disco indicado para escutar. Boa leitura e audição. Veja outras dicas de CDs aqui

Bobby Short - You’re the Top: Love Songs of Cole Porter (1999)

Bobby Short foi uma verdadeira instituição nos Estados Unidos e um sobrevivente da época dos cabarés. Por quase 50 anos, ele manteve a mesma rotina de cantar em pequenos bares, em especial no hotel Carlyle, em Nova York. Short foi um especialista em interpretar os clássicos dos maiores compositores norte-americanos como Gershwin, Rodgers & Hart e Cole Porter.

É exatamente sobre a obra de Cole Porter - talvez o mais célebre e conhecido compositor do início do século XX - que trata esta resenha. Em You’re the Top: Love Songs of Cole Porter, da gravadora Telarc, ele mostrar o lado mais romântico de Porter.

Além do rico repertório do compositor, Short convidou uma big band com 16 integrantes para criar a atmosfera de glamour que a obra merece. Entre eles estão o guitarrista Howard Alden, o baterista Klaus Suonsaari e o saxofonista Loren Schoenberg.


Algumas músicas são notórias como “Can Can”, “In the Still Of the Night”, “You’re the Top”, “I’ve Got You Under My Skin” e “What Is This Thing Called Love”, todas canções compostas para musicais ou filmes durante as décadas de 1920 e 1930. Short consegue manter a suavidade em canções como “I Love You Samantha” e “I Concentrate On You” e nas intimistas “Love Of My Life” e “You’re Sensational”.

O disco é uma boa oportunidade para conhecer ainda mais a irrepreensível obra de Cole Porter e para descobrir um cantor que tinha um domínio vocal como poucos. Bobby Short, que morreu aos 80 anos, em 2003, teve o mérito de conseguir ser nostálgico sem ser velho ou antiquado. Confira.